Nova contratação para o quadro de professores, Henrique Rezende

Nov 2019

Compõe, agora, a nossa equipe o professor Henrique Rezende “Piumhi”, 33 anos, que possui uma longa relação com o Fabio Gurgel e uma importante carreira no jiu jitsu. “Piumhi” trabalhou com o Fabio acompanhando-o em suas aulas particulares, em média 7 aulas por dia, durante 5 anos.

Quando faixa marrom, foi para os Estados Unidos a convite do Marcelo Garcia que inaugurava sua academia na Flórida, depois estariam juntos também em sua academia em Nova York. Após 5 anos de trabalho como professor nos EUA, Henrique recebe o convite para comandar o time Nacional de Jiu Jitsu de Abu Dahbi, onde também permanece por cerca de 5 anos e meio.

De volta ao Brasil, ele foi convidado a estar novamente em uma das mais importantes escolas de Jiu Jitsu do mundo. 




Parte 1: Trajetória.

Alguns de nossos alunos, os que estão conosco desde o início, conhecem o “Piumhi”. Mas muitos vieram após a sua saída e vão ter a oportunidade de conhecê-lo agora.


Queremos contar um pouco da sua história, do seu trabalho como professor e da sua importância para nós e temos a certeza de que vocês terão excelentes experiências com ele nas aulas.

Henrique é natural de Piumhi, cidade do interior de Minas Gerais com menos de 35.000 habitantes, e começou a treinar jiu jitsu com 13 anos. Na época, o Fabio Gurgel já era famoso no meio do jiu jitsu e referência para muitos que começavam a construir uma carreira de atleta. O Marcelo Garcia, aluno de Fabio, rodava o Brasil com seminários e “aulões” e esteve algumas vezes na academia do Uilton César, primeiro mestre e hoje amigo de “Piumhi”. Por conta das visitas de Marcelo em sua academia, ele se sentiu seguro para buscar o crescimento no jiu jitsu. Desde cedo, seu professor incentivava-o a estar nos grandes centros para treinar com os melhores atletas e, assim, conquistar seus sonhos, pois sabia do talento e da vontade do aluno. A oportunidade veio e ele estava preparado. Aos 15 anos de idade, Henrique começa a frequentar a academia do Fabio Gurgel em São Paulo.

 

No início, Henrique fazia pequenas temporadas de treino em São Paulo. Foi fundamental o apoio da família, em especial de sua mãe, para manter-se firme na nova e intensa rotina de treinos da academia. Em São Paulo, ele hospedava-se na casa de sua tia e enfrentava de ônibus, todos os dias, 2 horas para ir e 2 horas para voltar da academia. Após mais ou menos 1 ano, as idas a Piumhi tornaram-se menos constantes e a vivência na academia cresceu ao ponto do Fabio confiar ao ainda aluno faixa roxa o trabalho das suas requisitadas aulas particulares. Fabio Gurgel machucou as costas e precisaria de um ajudante em suas aulas. Henrique foi convidado a estar presente em algumas. Em pouco tempo, ele estaria ajudando em todas as aulas ao ponto de Fabio confiar integralmente o trabalho ao aluno quando havia necessidade de viagens e compromissos fora da cidade. Ainda com a faixa marrom, ele também assume as aulas coletivas da academia. “Piumhi” relata que as aulas que ele dá até hoje são as aulas que ele aprendeu com o Fabio ao longo desses 5 anos.

 

Henrique veio à matriz para tornar-se um competidor de alto nível. Ele começou a competir ainda na faixa branca. E, ao longo dessa trajetória, conquistou importantes títulos como:

 

Campeão Pan-americano No Gi faixa preta em 2010,

Campeão Pan-americano No Gi 2012,

Bronze Pan-americano com Kimono em 2012

World Champion No Gi faixa preta 2012

 

Mas lá em Piumhi ele já se perguntava se seria possível sobreviver com o jiu jitsu, e não saber a resposta o angustiava. Construir uma vida sólida como fruto do trabalho e dedicação ao jiu jitsu era o seu objetivo.
Foi da convivência com o Fabio que veio a resposta para a pergunta que tanto o reocupava: sim, era possível ser um profissional e viver do jiu jitsu.
“Piumhi” conta que o inspirava ver a postura do Fabio no dia a dia da academia: sempre pronto para as aulas, estudo diário, o cuidado com os alunos, a didática nas aulas, a capacidade de criar um ambiente que reunia os melhores e mantinha um dos treinos de mais alto nível do mundo. Henrique aprendeu pelo exemplo. 

 

E, então, após ter a certeza de que era possível viver de jiu jitsu, pois desde que chegou a São Paulo ele trabalhou integralmente com o esporte, embarca para os EUA a convite do Marcelinho Garcia iniciando uma nova jornada. Agora, colocaria em prática tudo o que aprendeu na matriz e treinaria atletas e alunos em uma das mais importantes escolas da Alliance no país norte-americano. É nesse país que o contato com a modalidade No Gi se intensifica, pois na academia tinha muitos treinos da modalidade. E dessa experiência torna-se um especialista do sem kimono, sendo reconhecido como um dos melhores por seus colegas. Lá recebe o título de faixa preta do mestre Fabio Gurgel, sendo o faixa preta #37.

 

Insatisfeito com o país, retorna ao Brasil e em poucos meses recebe a proposta para treinar o time Nacional de Jiu Jitsu de Abu Dahbi, recebendo a grande responsabilidade de treinar um verdadeiro exército de jovens, inclusive, nas escolas públicas onde o ensino de jiu jitsu é obrigatório. Nos Emirados Árabes o jiu jitsu recebe altíssimos investimentos dos sheiks árabes e é um esporte militarmente importante. Os sheiks também patrocinam diversos campeonatos e incentivam atletas no mundo inteiro.

Henrique gosta muito do Brasil e, mais uma vez, decide retornar ao país após cumprir com excelência o trabalho na Ásia. O gosto pelo Brasil só não é maior do que o gosto pelo jiu jitsu. O determinante para ele permanecer no país é saber que aqui ele encontra os melhores. Por isso, vê como parte da sua evolução e refinamento do conhecimento sobre a luta estar novamente na Alliance SP.



Parte 2: Missão

Henrique irá assumir o comando de 6 aulas da modalidade iniciante e a aula de defesa pessoal. Ele encara essa como a maior responsabilidade que poderia receber, pois sabe o quanto é importante para o aluno(a) que nunca praticou as primeiras experiências com o jiu jitsu. É o momento em que o professor pode fazer o aluno(a) se apaixonar ou não pela luta. O que ele gosta do módulo iniciante é que todos(as) os(as) alunos(as) estão interessados em aprender, o que também contribui para o seu aprendizado como professor e atleta.

A pergunta que ele mais gosta de ouvir de seus alunos(as) é “por quê?”. Todas as posições no jiu jitsu possuem um fundamento. Quando acompanhava o Fabio há mais de 10 anos atrás, ele costumava anotar após as aulas quais eram os pontos chaves de cada posição, os detalhes que fariam toda a diferença na hora de enfrentar o adversário, e ele sabe que, quando o aluno pergunta o “por quê” são esses fundamentos que ele está buscando. É por isso que ele confia tanto na metodologia de ensino desenvolvida pela Alliance, pois ela entrega ao aluno um raciocínio lógico que o(a) permite compreender e a pensar a realização de conexões entre as posições e não a decorá-las

Sobre as aulas de defesa pessoal, acha que é fundamental em uma academia de jiu jitsu ter um horário específico para esse treino. A defesa pessoal é a origem do jiu jitsu e, conforme avançamos na graduação, deixamos de ter contato com essas técnicas nas aulas. Por isso, é importante que os graduados frequentem essa aula também. Durante o módulo iniciante o aluno(a) tem bastante contato com a defesa pessoal e é preciso seguir trabalhando ela ao longo dos anos.

“Piumhi” já teve a oportunidade de trabalhar com diversas metodologias de ensino, e afirma que a melhor, justamente por possuir uma lógica encadeada entre as aulas, é a da Alliance.


Parte 3: Ensinamentos.
Perguntado sobre o que ele diria para incentivar o(a) aluno(a) que não está frequentando as aulas da academia ou que frequenta menos do que gostaria, é categórico: supere-se, seja o melhor de você. Desde que soube que era do jiu jitsu que ele queria viver, “Piumhi” treina todos os dias e por muito tempo fez 2 a 3 treinos diários. Quando assumimos compromissos em nossas vidas, devemos ser responsáveis com nós mesmos. 

O(a) aluno(a) de nossa academia não precisa frequentar os treinos diariamente, mas é importante cada um(a) estabelecer qual o seu objetivo e o que precisa fazer para alcançá-lo. Frequentar 2 vezes na semana é o suficiente para você ter o bem estar que deseja? Se sim, tenha um compromisso com 2 horários e não abra mão deles por nada. Esse é um exemplo. 

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